Os Estados Unidos são o destino onde mais gente português leva um susto na fatura. A razão é simples: fora da União Europeia não há regra nenhuma a proteger-te, e cada operador cobra o que entende por megabyte.
Roaming do teu operador. É a mais fácil e a mais cara. Alguns operadores portugueses vendem pacotes diários para os EUA, o que é melhor do que pagar ao megabyte, mas continua a ser várias vezes o preço de um plano local para a viagem inteira.
Cartão SIM americano. Barato ao gigabyte, mas obriga a encontrar uma loja, mostrar identificação e trocar o cartão. Nos aeroportos os preços são de aeroporto.
eSIM de viagem. Instalas em casa, ativas ao aterrar em Newark ou em Los Angeles, e o teu número português continua no telemóvel para os SMS do banco.
Uma viagem típica aos EUA usa mais dados do que uma viagem europeia, e não é por acaso: passas o dia com o Google Maps aberto, chamas Uber e Lyft, consultas horários e reservas, e o Wi-Fi público é menos fiável do que a lenda diz. Conta com pelo menos 1 GB por dia, e mais se fores em roadtrip com navegação constante.
Nas cidades e ao longo das autoestradas principais, a rede é boa e há 5G em quase todo o lado. Em zonas rurais, em parques nacionais e no interior do país há buracos de cobertura reais — e isso é verdade para qualquer operador, incluindo os americanos. Se o teu roteiro passa pelo Utah ou pelo Wyoming, descarrega os mapas offline antes de sair da cidade.
O controlo de fronteira americano pode demorar mais de uma hora. Chegar com internet já a funcionar permite avisar quem te vai buscar sem depender do Wi-Fi do aeroporto, que costuma exigir registo e portar-se mal.
São destinos com catálogo próprio no nosso site, porque as redes e os pacotes são diferentes dos do continente. Confirma qual o plano certo para o sítio onde vais aterrar.