Internet no Japão: pocket wifi, cartão local ou eSIM?

O Japão é um dos países mais fáceis do mundo para estar ligado — e um dos mais frustrantes se não tratares disso antes de chegar. O Wi-Fi público existe, mas obriga a registos em páginas mal traduzidas e desaparece precisamente quando precisas de apanhar um comboio.

Pocket wifi

Foi durante anos a opção padrão: alugas um router portátil, levantas no aeroporto e devolves no fim. Dá internet a várias pessoas ao mesmo tempo e funciona bem. Os contras são conhecidos: é mais um aparelho para carregar, é mais uma coisa para perder, tens de o levantar e devolver em sítios e horários específicos, e se te afastares do grupo ficas sem internet.

Cartão SIM japonês

Compra-se no aeroporto e nas lojas de eletrónica. Barato para estadias longas, mas tens de trocar o cartão — e a maioria dos cartões turísticos japoneses é só de dados, sem número, por isso não ganhas nada em manter o teu português fora do telemóvel.

eSIM

Instalas em Lisboa, ativas em Narita ou no Kansai, e sais do avião com o Google Maps a funcionar. É a opção com menos passos e sem nada para devolver. O teu cartão português fica ativo para receber SMS.

Quantos dados para o Japão

O Japão gasta mais dados do que a média, por três razões: usas mapas o dia inteiro, o transporte público obriga a consultar horários e ligações constantemente, e o tradutor de imagem da câmara é usado muitas vezes por dia — cada tradução é uma imagem enviada. Conta com 1 a 1,5 GB por dia.

A rede

Excelente. Há 4G e 5G até no metro de Tóquio e ao longo das linhas de comboio de alta velocidade. Nas zonas de montanha há falhas, como em qualquer país.

Dica prática que poupa uma tarde

Descarrega o mapa de Tóquio e de Quioto para uso offline antes de viajar e instala a aplicação de navegação de comboios que preferires ainda em casa. As primeiras horas depois de aterrar são as de maior atrito, e resolver isso com Wi-Fi de casa é mais barato em tempo do que resolvê-lo em Narita.