Erasmus: como resolver a internet nas primeiras semanas

O primeiro mês de um Erasmus tem um problema de galinha e ovo: para abrir conta, arrendar quarto e fazer o registo na universidade precisas de internet e de um número; para ter um contrato de telemóvel local costumas precisar de morada e, em vários países, de um número de identificação fiscal que ainda não tens.

O intervalo

É esse intervalo — entre aterrar e ter tudo tratado — que um eSIM resolve bem. Compras antes de sair de Portugal, ativas quando chegas, e ficas com internet desde o primeiro minuto sem depender do Wi-Fi da residência.

Se o destino é na União Europeia

Aqui há uma nuance importante e pouco conhecida: as regras europeias de roaming são para quem viaja, não para quem passa a viver noutro país. Se ficares meses com o cartão português a funcionar permanentemente noutro país da UE, o operador pode detetar utilização permanente e começar a cobrar suplementos. Está na letra pequena do regulamento e é legítimo.

Ou seja: para um Erasmus de um semestre, contar com o teu tarifário português o tempo todo não é um plano — é um risco de fatura.

A sequência que funciona

Não percas o número português

É o número associado ao teu banco, à Segurança Social, às finanças e à conta do WhatsApp. Um eSIM não te obriga a tirar o cartão do telemóvel, e é por isso que funciona tão bem nesta situação: acrescenta uma linha de dados sem mexer na tua.