Esta é a pergunta que interessa antes de comprares seja o que for: precisas mesmo de um eSIM, ou os dados que já pagas todos os meses chegam? A resposta honesta é "depende do destino", e vale a pena perceber porquê antes de gastares dinheiro.
Desde 2017 que usar o telemóvel noutro país da UE não pode custar mais do que usá-lo em Portugal. Se vais uma semana a Espanha, França ou Itália e usas o telemóvel como usas cá, o teu tarifário português resolve.
Há uma condição que quase ninguém lê: a política de uso justo. O operador não é obrigado a dar-te todos os teus gigas em roaming — o limite depende do preço do teu plano, e nos tarifários pré-pagos ou muito baratos costuma ser pequeno. Passado esse limite, começas a pagar por megabyte, e é aí que aparecem as faturas de que toda a gente se queixa.
Vale a pena ligar ao teu operador antes de viajar e perguntar uma coisa só: quantos gigas tenho em roaming na UE? Se a resposta for "todos" e tu usas 3 GB por semana, não precisas de nada. Se for "1,5 GB" e vais duas semanas a trabalhar com o portátil ligado ao telemóvel, precisas.
Fora da UE não há regulamento nenhum a proteger-te. Cada operador cobra o que quer, e os preços por megabyte fora da Europa são de outra escala. Um dia a usar mapas, WhatsApp e umas fotos pode custar mais do que o eSIM para a viagem inteira.
Há operadores que vendem pacotes diários para destinos de fora da UE. São mais previsíveis do que pagar ao megabyte, mas continuam a ser caros quando comparados com um eSIM local — e obrigam-te a ativar e desativar o pacote todos os dias.
Um eSIM de dados é um segundo cartão, digital, que instalas no telemóvel e que usa a rede local do destino. Pagas uma vez, sabes o preço antes de viajar e não há fatura no regresso. O teu cartão português continua no telemóvel para chamadas e SMS — não perdes o teu número.
Se vais até uma semana a um país da UE e usas pouco, fica com o teu tarifário. Se vais fora da UE, se ficas muitos dias, se levas o portátil, ou se o teu plano tem um limite de roaming baixo, um eSIM sai mais barato e mais previsível.
Há ainda um caso que costuma passar despercebido: viajar com um cartão de fora da UE. Se o teu cartão é brasileiro, angolano ou americano, as regras europeias não se aplicam a ti dentro da Europa, e um eSIM local passa a ser a opção óbvia.
Vê o preço do plano para o teu destino e compara com o que o teu operador te cobra por essa mesma viagem. Em quase todos os destinos fora da Europa a diferença não é de percentagens, é de vezes.