Durante anos, a rotina de quem viajava para fora da Europa era esta: aterrar, procurar um balcão de operadora no aeroporto, esperar, mostrar o passaporte, trocar o cartão e guardar o português num sítio seguro. Funciona. Mas hoje há uma alternativa que evita quase tudo isso.
A duração da viagem. Até duas ou três semanas, a diferença de preço raramente justifica o tempo e a chatice do balcão. A partir de um mês, e ainda mais se ficares no mesmo país, o cartão local começa a compensar.
O segundo fator é o que vais fazer no primeiro dia. Se aterras às onze da noite e tens de chamar um transporte, chegar sem internet é mau. Um eSIM resolve isso antes de saíres de casa.
Para viagens longas, há quem use um eSIM nos primeiros dias, para chegar ligado e resolver a chegada, e compre um cartão local com calma na primeira semana, já sem pressa e num sítio com preços de rua e não de aeroporto. É a combinação mais barata e a menos stressante.
Se o teu telemóvel só tem uma ranhura física e não tem eSIM, terás mesmo de trocar de cartão. Guarda o português num sítio fixo — a capa do passaporte é o clássico — porque a probabilidade de o perderes é maior do que parece.