Internet num cruzeiro: a fatura que ninguém vê chegar

Há um sítio onde até quem tem tudo tratado leva um susto: a bordo de um navio. O roaming marítimo é feito por satélite, está fora do regulamento europeu e é cobrado a tarifas que não têm comparação com nada em terra.

Porque é que é tão caro

Em terra, o teu telemóvel liga-se a uma antena de um operador local. No mar, liga-se a uma antena instalada no próprio navio, que por sua vez usa satélite. Essa ligação custa muito dinheiro a quem a opera, e esse custo aparece na tua fatura sem qualquer limite regulamentar.

O detalhe cruel é que isto acontece sozinho. O telemóvel muda para a rede do navio sem te perguntar, e basta o email sincronizar em segundo plano.

O que fazer antes de embarcar

Onde o eSIM entra

Um eSIM de viagem não resolve o mar alto — nenhum plano terrestre resolve. Onde resolve, e bem, é nas escalas: cada vez que o navio atraca, tens um dia inteiro em terra num país diferente, e é aí que precisas de mapas, transporte e comunicação.

Para um cruzeiro no Mediterrâneo com escalas em Itália, Espanha e Grécia, um plano para cada país ou o teu tarifário europeu resolvem os dias em terra. Para cruzeiros nas Caraíbas ou no Norte de África, um plano local por escala compensa.

E o Wi-Fi do navio?

Existe, é pago, e a qualidade varia de aceitável a decorativa. Serve para mensagens; não contes com videochamadas nem com trabalho a sério.

A regra de ouro

Enquanto o navio se mexe, dados móveis desligados. Quando atracas, ligas o plano local do país onde estás. É a diferença entre uma fatura normal e uma fatura que dá para pagar outro cruzeiro.