Roaming na UE: o que está mesmo incluído (e o que não está)

A regra europeia do roaming é boa e mudou a vida a quem viaja: desde 2017, usar o telemóvel noutro país da UE não pode custar mais do que usá-lo em casa. Mas há letra pequena, e vale a pena conhecê-la antes de embarcar e não depois de receber a fatura.

O que a regra garante

Chamadas, SMS e dados em qualquer país da União Europeia, mais a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega, à tarifa nacional. Se o teu plano inclui chamadas ilimitadas para redes nacionais, essas chamadas continuam ilimitadas quando ligas de Espanha para Portugal.

O que a regra não garante

Não garante que leves todos os teus gigas contigo. Existe uma política de uso justo que permite ao operador limitar o volume de dados em roaming, e o limite é calculado a partir do que pagas pelo plano: quanto mais barato o tarifário, menor o volume em roaming.

Na prática, é isto que apanha as pessoas. Alguém com um plano pré-pago barato e 20 GB em Portugal pode ter direito a bastante menos em roaming. Passado esse limite, o operador pode cobrar um valor por gigabyte adicional — e é aí que a conta cresce sem aviso.

Como saber o teu limite antes de viajar

Liga ao teu operador ou entra na área de cliente e faz uma pergunta concreta: quantos gigabytes tenho em roaming na UE com este tarifário? A resposta é um número. Compara-o com o que costumas gastar por semana e saberás se precisas de mais alguma coisa.

Quatro sítios onde a regra não se aplica

Quando é que um eSIM continua a fazer sentido dentro da UE

Se o teu limite de roaming é baixo, se vais ficar semanas, se levas o portátil e usas hotspot, ou se viajas com um cartão de fora da UE. Nesses casos, um plano local sai mais barato e evita a conversa desagradável com o operador no regresso.